30 abril, 2016

Vaidade

Despir-se da vaidade
diante da necessidade dos elogios
Eis um - gigante desafio.

Crenças limitantes

Nos movemos (inconscientemente)
em função de nossas crenças.
- crença no trabalho que dignifica o homem
ou na miséria da exploração opressora.
- crença no deus que ajuda quem cedo madruga
ou que a noite de sono é curta e por isso a vida não é justa.
- crença no amanhã que será um dia melhor,
porque é sábado.

Para uns,
a crença em deus,
no sol,
na lua,
na sorte.

Para outros,
crença no dinheiro,
no sucesso,
no azar,
no destino.

Crenças em si mesmo:
o teimoso
o perfeccionista
o preguiçoso
o verdadeiro isso
eu não aquilo.

Crenças no outro:
o culpado
o egoísta
o invejoso
o traidor
o mentiroso
o corrupto.

E a crença naquele que tem a vida melhor,
mais farta,
mais verde.
mais bonita.

Inconscientemente nos movemos
nutridos por crenças que nos limitam.
Convicções que fundamentam
nossa ignorância
nossa teimosia
intolerância
E arrogância.

Crenças pessimistas
e destruidoras!
Desse tipo,
mudar é preciso.

19 abril, 2016

Lua

Contemplo a lua em todas as suas fases:
nova, crescente, cheia, minguante,
e esforço-me para perceber em seu ciclo, o meu.
menstruação, folicular, ovulatória, lútea.

Com a Terra e o Sol
ela brinca de fazer sombra e luz
enquanto giram...
giram
giram
giram
Numa ciranda mística.

E eu contemplo.
E percebo-me nessa roda:
a alma
a mãe
a mulher
e emoção
a sensibilidade

E na astrologia, ah
é o princípio feminino.
E se mostra e se esconde...

Enquanto eu contemplo,
no meu templo.
o Luar é para mim
alguma forma de oração.

Sobre emoções

Asseadas demais,
polidas demais,
neutras demais.

Sem expressão
sem ação
sem reação.

Pessoas que não se manifestam emocionalmente me assustam.




18 abril, 2016

Amor próprio

Ando a perceber as sensações do corpo,
sem julgá-las.

Ando a observar a mim mesma
de olhos fechados
sentindo as emoções,
a anergia e a vibração.

Ando a abrir os olhos
como a bebê que acabou de nascer
e olhar pela primeira vez
de forma ingênua
(mesmo que já tenha visto antes).

Contemplando o que eu posso ver
e fechando os olhos para não ver
o que eu posso sentir melhor
como se fosse a última vez.

Tem sido uma descoberta incrível:
o amor próprio
e  a beleza do que sou
na saúde e na doença.

Amor próprio sem narcisismo, sem egoísmo, sem egocentrismo.
Amor próprio como o caminho para amar melhor.

09 abril, 2016

Organizando as emoções

Já se vão quatro dias de tristeza.
Com essa emoção eu posso viver!
Mais tranquila que a raiva,
me sinto em paz.

A raiva bombardeava minha mente com tantos pensamentos tóxicos e destruidores...
Explosiva, faz-me sempre sentir uma terrorista.

A tristeza não,
é silenciosa
vem solitária,
não há vozes dentro de minha cabeça me enlouquecendo
não há nada em meus pensamentos,
só o vazio.

07 abril, 2016

O guardador de rebanhos

Meu filho lia o poema, quase inaudível, enquanto esperávamos o trem chegar.
E eu pude sentir cada palavra, sem pensar nos sentidos delas.

Viver é isso!
... sentir sem pensar!